sábado, 24 de abril de 2010

Rodovia Fernão Dias

É impressionante como nós brasileiros somos passivos a rodovia Fernão Dias está fechada e todos ou usam o desvio que é uma estrada de mão dupla toda esburacada aonde transita até carretas ou rodam 60 km a mais para chegar por exemplo, em Atibaia. Ninguém reclama se fosse em qualquer outro País já teriam feito uma mobilização exigindo providências das "Autoridades". Aqui não vi absolutamente nada, somos uns cordeiros. ACORDA PESSOAL VAMOS FAZER ALGUMA COISAAAAAAAAAAA.

domingo, 14 de março de 2010


Ainda no vale do Rio das Antas sentada na entrada de uma caverna que dizem há tempos idos eram habitadas por um a tribo de índios. A caverna é deslum brante, enorme mas não deu para desbravar porque o chão estava muito escorregadio


Gostaria de voltar para chegar até o fim para descobrir aonde é o fim da caverna para mim deve terminar no rio.


quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Serras Gaúcha

Resolvi tirar férias em fevereiro e fui para o Rio Grande do Sul mais precisamente para Bento Gonçalves, dei um pulo em Canela e Gramado que já conhecia e me apaixonei pelo Vale do Rio das Antas, a serra é preservada, lindas cachoeiras, visitei um alambique artesanal e bebi uma caipirinha com pinga bidistilada, aprendi que nos tonéis de carvalho em que o vinho fica "descansando e envelhecendo" quando o vinho e retirado nas paredes dos tonéis ficam cristais que são raspados e são matéria prima para o sal de fruta. Interessante, não?

Comi pão caseiro, degustei uma boa quantidade de vinhos, comi muito sagu com creme de baunilha, assisti a dança folclórica do gaúcho, e percebi o machismo até na dança, os homens permanecem no palco muito mais tempo do que as prendas que só aparecem para danças suaves. Enfim matei a saudade de meu povo porque ainda corre nas veias o bom sangue gaúcho.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Uma grande poeta

Esta poesia ganhei de presente de minha amiga e coloquei uma moldura eo quadro está parede de meu quarto.

Reavivemos a memória ,
Das histórias
Que povoam
Nossas vidas.
Legados,
Que nos deixaram
E, a base
Do que somos.

Um dia seremos nós
Nos retratos
Além dos traços,
O jeito de andar,
Que fique o melhor
Da nossa existência
Que vem sendo refinada.

Da infância,
de sonhos e magia
A essência.

Da juventude ,
de erros e acertos
A ousadia

Da vida adulta,
De anseio e angústias
A forca do caráter

Das mãos cansadas
das asperezas da lida,
a leveza do toque.

Deste momento da vida
A serenidade

De tudo que há de melhor em nós
recomece no outro,
Eternamente!

Neusa Matuoka
Setembro/2007

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Despedida enviada por meu filho Luiz

Despedida

Rubem Braga


E no meio dessa confusão alguém partiu sem se despedir; foi triste. Se houvesse uma despedida talvez fosse mais triste, talvez tenha sido melhor assim, uma separação como às vezes acontece em um baile de carnaval — uma pessoa se perda da outra, procura-a por um instante e depois adere a qualquer cordão. É melhor para os amantes pensar que a última vez que se encontraram se amaram muito — depois apenas aconteceu que não se encontraram mais. Eles não se despediram, a vida é que os despediu, cada um para seu lado — sem glória nem humilhação.

Creio que será permitido guardar uma leve tristeza, e também uma lembrança boa; que não será proibido confessar que às vezes se tem saudades; nem será odioso dizer que a separação ao mesmo tempo nos traz um inexplicável sentimento de alívio, e de sossego; e um indefinível remorso; e um recôndito despeito.

E que houve momentos perfeitos que passaram, mas não se perderam, porque ficaram em nossa vida; que a lembrança deles nos faz sentir maior a nossa solidão; mas que essa solidão ficou menos infeliz: que importa que uma estrela já esteja morta se ela ainda brilha no fundo de nossa noite e de nosso confuso sonho?

Talvez não mereçamos imaginar que haverá outros verões; se eles vierem, nós os receberemos obedientes como as cigarras e as paineiras — com flores e cantos. O inverno — te lembras — nos maltratou; não havia flores, não havia mar, e fomos sacudidos de um lado para outro como dois bonecos na mão de um titeriteiro inábil.

Ah, talvez valesse a pena dizer que houve um telefonema que não pôde haver; entretanto, é possível que não adiantasse nada. Para que explicações? Esqueçamos as pequenas coisas mortificantes; o silêncio torna tudo menos penoso; lembremos apenas as coisas douradas e digamos apenas a pequena palavra: adeus.

A pequena palavra que se alonga como um canto de cigarra perdido numa tarde de domingo.


Extraído do livro "A Traição das Elegantes", Editora Sabiá – Rio de Janeiro, 1967, pág. 83.

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